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As florestas da Península Ibérica - que são integradas, atualmente, pelos territórios continentais de Espanha, Portugal e Andorra - se enquadram dentro de duas grandes regiões florestais: a eurosiberiana e a mediterrânea. Cada uma delas é caracterizada por um conjunto de plantas e comunidades biológicas que lhe são próprias, podendo, entretanto, haver algumas espécies em comum.
A divisão entre essas duas regiões não é bem definida, existindo áreas de influência dos dois tipos de vegetação. Algumas espécies têm seu hábitat preferencial exatamente nesses pontos de convergência, o que torna muito difícil estabelecer limites precisos.
A flora da Península, por suas condições bio-históricas, geográficas, geológicas e orográficas, é uma das mais ricas e variadas de toda a Europa, comparando-se apenas à de outros países mediterrâneos, como a Grécia e a Itália. Calcula-se que inclua mais de 8.000 espécies diferentes de plantas, sendo muitas delas endêmicas.
O Mediterrâneo, sabe-se hoje, foi submetido no passado a grandes alterações no clima e na vegetação, unidas a outras variações, às vezes muito grandes, no nível do mar e a nas posições relativas das massas continentais (placas européia e africana). Com a introdução de plantas e o isolamento, devido às flutuações marítimas ou às periódicas glaciações, pode-se encontrar uma variada diversidade de espécies vegetais.
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Epaminondas (em grego: Ἐπαμεινώνδας, c. 418 a.C. - 362 a.C.) foi um general e político grego do século IV a.C.. Epaminondas foi responsável pela condução de mudanças na cidade-estado de Tebas que tiveram como resultado sua transformação à nova potência hegemônica da Grécia, substituindo Esparta.
Epaminondas redesenhou o mapa político da Grécia, fragmentou antigas alianças, criou novas e supervisionou a construção de cidades inteiras. Também teve grande influência militar, desenvolvendo e implementando diversas e muito importantes táticas de batalha. Antes de seu mandato, Tebas se encontrava sob domínio espartano: Epaminondas conseguiu melhorar a capacidade militar de Tebas a fim de situá-la em uma posição proeminente no quadro geopolítico do mundo helênico, criando o que se conheceria mais tarde como a hegemonia tebana. No processo, acabou com a supremacia militar espartana na Batalha de Leuctra e libertou os hilotas de Messénia, um grupo de gregos do Peloponeso que tinham sido reduzidos à servidão sob as ordens de Esparta durante cerca de 200 anos.
O orador romano Cícero o chamou de "o primeiro homem da Grécia", mesmo tendo Epaminondas caído em uma relativa obscuridade nos tempos modernos. As mudanças que Epaminondas levou à ordem política grega não sobreviveram por muito tempo, dado que o ciclo de hegemonias e alianças ainda não havia se estabilizado. Tão somente 27 anos depois de sua morte, Tebas foi destruída por Alexandre Magno.
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O teatro isabelino ou elisabetano (1558-1625) se refere às obras dramáticas escritas e interpretadas durante o reinado de Elizabeth I (português brasileiro) ou Isabel I (português europeu) da Inglaterra (1533-1603), sendo associado, tradicionalmente, à figura de William Shakespeare (1564-1616).
Para fins de estudo, estende-se, no entanto, a era isabelina até o fim do reinado de Jaime I, em 1625, e mais tarde, incluindo seu sucessor, Carlos I, até o fechamento dos teatros no ano de 1642, devido à Revolução inglesa (Teatro Carolino). O fato de se prolongar além do reinado de Isabel I faz com que o drama escrito entre a Reforma e a clausura dos teatros em 1642 se denomine Teatro Renascentista Inglês.
Shakespeare dedica a Jaime I algumas de suas principais obras, escritas para celebrar sua ascensão ao trono soberano, como Otelo (1604), O Rei Lear (1605), Macbeth (1606 - homenagem à dinastia de Stuart) e A Tempestade (1611 - inclui, entre outras, uma "mascarada", interlúdio musical em honra do rei que assistiu a primeira representação).
O período isabelino não coincide cronologicamente, em sua totalidade, com o Renascimento europeu e menos ainda com o italiano, mostrando um forte acento maneirista e até mesmo barroco em suas elaborações mais tardias.
A época isabelina representou o ingresso da Inglaterra na Idade Moderna, num mundo sob o impulso das inovações científico-tecnológicas como a teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico e das grandes explorações geográficas (neste momento começa a colonização européia da América do Norte).
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A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), também conhecida como baleia-preta, baleia-corcunda, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa, é um mamífero marinho da ordem dos cetáceos que vive em mares do mundo todo.
Os machos da espécie medem de 15 a 16 metros; as fêmeas, de 16 a 17. O peso médio é de aproximadamente 40 toneladas, sendo que o maior exemplar já visto possuía 19 metros.
É uma espécie protegida desde 1967 e, em 2008, as estimativas do número de indivíduos variam dos 30 000 aos 65 000 exemplares.
São reconhecidas facilmente graças a numerosos sinais. Possuem a parte superior totalmente negra, parte inferior branca ou um pouco mais escura. A cabeça e mandíbula inferior estão recobertas de pequenas protuberâncias características da espécie, chamadas de tubérculos cefálicos, ou dérmicos, que na realidade são folículos pilosos.
A cauda possui manchas negras e brancas visíveis quando o animal submerge, e as ondulações da sua parte posterior e os desenhos em suas barbatanas caudais (próprias de cada exemplar) são utilizadas para identificação.
Quando a baleia emerge, expulsa o ar de seus pulmões, formando uma nuvem de até três metros. O ar quente proveniente dos pulmões condensa imediatamente em contato com o ar frio. A barbatana dorsal, achatada, aparece fora da água após este movimento respiratório e permanece visível até que a barbatana caudal desapareça.
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