Universidade Estadual de Campinas

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Unicamp
Universidade Estadual de Campinas
Lema '
Fundação 5 de outubro de 1966
Tipo de instituição Universidade Pública Estadual
Orçamento anual R$ 1.084.274.154,00 (Orçamentário)[1]
R$ 413.230.808,00
(Extra-orç.)[1]


Recursos totais:
R$ 1.497.504.962,00 [1]
Funcionários 7.797
Docentes 2.103
Total de estudantes 32.214
Graduação 16.984 [1]
Pós-graduação 15.230 [1]
Reitor(a) José Tadeu Jorge
Vice-reitor(a) Fernando Ferreira Costa
Diretor(a)
Vice-diretor(a)
Localização Campinas (reitoria), Limeira, Piracicaba, Paulínia e Sumaré
Cores
Afiliações CRUB, RENEX [2]
Nomes anteriores
Página oficial www.unicamp.br
Contato ci@unicamp.br
Instituições de ensino superior do Brasil

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é uma universidade pública brasileira fundada em 1966 na cidade de Campinas[1].

O seu campus principal fica no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. A Unicamp também possui outros campi, situados nos municípios de Limeira, Piracicaba, Paulínia e Sumaré.[3]. A universidade é ainda responsável pela realização de cursos de formação de professores em exercício em várias cidades da Região Metropolitana de Campinas.

O complexo médico hospitalar da Unicamp é integrado pelo Hospital de Clínicas (HC), Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp (Hemocentro), Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo (Gastrocentro), Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação ”Prof. Dr. Gabriel O.S. Porto” (CEPRE), na cidade de Campinas. Fora de Campinas ainda integra o complexo médico hospitalar da Unicamp o Hospital Estadual Sumaré Dr. Leandro Franceschini (HES). Juntos formam a maior área médico hospitalar do interior do Estado de São Paulo e uma das mais importantes do País, proprocionando um alto nível de atendimento médico associado à formação de profissionais da área médica e a pesquisa.[1]

Índice

[editar] Visão geral

Vista aérea do campus da Unicamp em no distrito de Barão Geraldo em Campinas.
Vista aérea do campus da Unicamp em no distrito de Barão Geraldo em Campinas.

Criada por decreto-lei em 1962 e inaugurada oficialmente em 1966, a Universidade Estadual de Campinas surgiu como um centro estratégico de formação de mão-de-obra altamente capacitada nas áreas de tecnologia e ciências naturais voltadas principalmente para a pesquisa científica. Com o tempo, a universidade diversificou-se e hoje há grande destaque por sua formação e produção científica nas ciências humanas, sobretudo nas áreas de artes, economia, filosofia, história e geografia. Atualmente, a instituição mantém o "status" de ser a maior produtora de patentes de pesquisa no Brasil, superando instituições de renome como a Petrobrás e a Universidade de São Paulo (USP) [4] [5].

É mantida pelo governo estadual principalmente através da arrecadação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, também, com verbas advindas de instituições de fomento à pesquisa, como FAPESP e CNPQ. Por tratar-se de uma instituição pública, os seus alunos não pagam mensalidades.

O ingresso na graduação se dá por concurso público (conhecido como vestibular) aberto a qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro que tenha concluído o ensino médio ou curso equivalente. Para o ingresso na pós-graduação, em níveis de mestrado e doutorado, as faculdades definem métodos de seleção específicos. A seleção para ingresso no ensino técnico se dá por uma prova semelhante ao vestibular.

[editar] Estrutura

Biblioteca Central Cesar Lattes.
Biblioteca Central Cesar Lattes.

A cidade universitária da Unicamp, dentro da qual se localiza a maioria das suas unidades, tem o nome de Zeferino Vaz[3], um dos principais responsáveis pela criação da universidade.

Hoje, a instituição possui cerca de dez faculdades, dez institutos, um centro de educação tecnológica, um centro de estudos de idiomas e dois colégios técnicos [6]. Conta ainda com um hotel de alto padrão para hospedagem de pesquisadores e professores visitantes e uma editora própria, a Editora da Unicamp, responsável por publicações de renome em diversas áreas do conhecimento científico.

O Sistema de Bibliotecas da Unicamp conta com dezenove unidades. Além das bibliotecas espalhadas pelas faculdades e institutos, existe a "Biblioteca Central Cesar Lattes", que possui amplo acervo abrangendo diferentes áreas do conhecimento. O material existente nesse sistema pode ser consultado através de seu banco de dados eletrônico[7], que oferece a possibilidade de realização de downloads de parte de seu acervo digitalizado (teses e dissertações). [8]

Sala de aula do Ciclo Básico I
Sala de aula do Ciclo Básico I

Na praça central estão dois prédios com formato circular chamados de "Ciclo Básico I", que são considerados um dos principais pontos de referência do campus. O local passou por uma reforma recentemente, tendo suas salas de aula ampliadas e modernizadas.

São cerca de dezesseis mil alunos matriculados na graduação e cerca de doze mil na pós-graduação, além dos mais de três mil alunos matriculados nos cursos técnicos [1]. No total a Unicamp possui cerca de 563 982 metros quadrados de área construída, em um terreno total medindo 3.447.833 metros quadrados [1]. Seu principal campus está localizado em Barão Geraldo, distrito de Campinas, distante catorze quilômetros do centro da cidade. O deslocamento entre as diferentes unidades pode ser realizado gratuitamente por duas linhas de ônibus que circulam continuamente por toda a universidade.

A Unicamp fornece assistência estudantil e social de alta qualidade aos seus alunos. Disponibilizam-se bolsas de pesquisa, bolsas-trabalho, alimentação e moradia para alunos carentes [9]. Todos os alunos, professores e funcionários possuem assistência médica e odontológica, podendo ser atendidos em ambulatórios instalados dentro da própria universidade. Há um complexo esportivo na Faculdade de Educação Física, que possibilita aos alunos acesso a piscina e diversas opções de práticas esportivas.

Parte do complexo esportivo da Faculdade de Educação Física.
Parte do complexo esportivo da Faculdade de Educação Física.

Os estudantes contam ainda com um programa de moradia estudantil [10], sendo esse um dos poucos no país com atendimento especial para pessoas casadas ou com filhos.

O campus principal da Unicamp possui três restaurantes universitários, sendo dois deles abertos aos alunos, funcionários, professores e visitantes e um outro, situado sob o HC, que é reservado aos membros da área da saude.

O seu hospital universitário é um centro de referência em diversas áreas da saúde, atendendo, além de funcionários e alunos, pacientes oriundos de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e até mesmo de outros estados do Brasil.

[editar] Histórico

Apesar de ter sido criada por decreto lei em 1962, a história da Unicamp efetivamente começou antes, e consolidou-se depois dessa data. A cidade de Campinas há muito fazia campanha por uma faculdade de Medicina, praticamente desde os anos de 1940. Essa campanha ganhou força no início da década de 1960, e os campineiros conseguiram a aprovação do referido decreto-lei. Entretanto a faculdade de Medicina só recebeu autorização para funcionamento em 1963, nas dependências da Maternidade de Campinas.

Com o passar do tempo, a faculdade de Medicina foi se estruturando graças ao apoio cedido pela Universidade de São Paulo e outras universidades do interior paulista. Em alguns anos ela já se encontrava em plena atividade e chegava então o momento de se pensar na criação de outras unidades. Uma decisão tomada nessa época determinou os rumos da universidade: ao contrário dos demais centros universitários já existentes, que se voltavam à formação de profissionais liberais para o mercado, a Unicamp teria como ênfase a pesquisa e tecnologia, sem romper definitivamente com o setor produtivo.

Em 1966 foi autorizada a instalação dos Institutos de Biologia, Matemática, Física, Química, das Faculdades de Engenharia de Campinas, de Tecnologia de Alimentos e de Engenharia de Limeira, e no ano seguinte foi incorporada a Faculdade de Odontologia de Piracicaba.

Em 1968 foi construído o primeiro prédio no local do campus atual da Universidade, o Instituto de Biologia, lugar que foi escolhido com muito cuidado, tendo fácil acesso pelas rodovias - o que confirma a idéia de fazer da Unicamp um centro de pesquisas que envolvesse profissionais das mais diversas regiões. Outra característica marcante do planejamento cuidadoso do campus é sua divisão em áreas de humanas, biológicas e exatas, e seu formato circular, que facilita a locomoção interna. O logotipo da Unicamp é uma reprodução pictórica do mapa do campus [11].

Outras unidades vieram a surgir nos anos seguintes, como o Instituto de Estudos da Linguagem (1977), o Instituto de Geociências (1979), o Instituto de Economia e a Faculdade de Educação Física (1984) e o Instituto de Computação (1996). Até 1985 a universidade só contava com cursos em período integral, mas nesse ano optou-se pela criação de alguns cursos noturnos.

Até 1987, a UNICAMP realizava seus vestibulares em parceria com a FUVEST. A partir desse ano, ela passou a realizar o seu próprio vestibular (elaborado pela COMVEST), composto por duas fases distintas. Na primeira fase, o candidato tem de responder a 12 questões dissertativas envolvendo as matérias de matemática, história, geografia, biologia, física e química, e elaborar uma redação conforme tema sugerido pela banca elaboradora da prova. Aqueles que obtiverem boas notas, passam à segunda fase onde, durante quatro dias, o candidato responde a questões de matérias pertencentes ao currículum do ensino médio.

[editar] Atualidade

Laboratórios de ensino do Instituto de Química da Unicamp
Laboratórios de ensino do Instituto de Química da Unicamp

Hoje a Unicamp é uma das mais importantes universidades em pesquisas do Brasil, sendo a responsável por 15% de toda produção científica realizada no Brasil. É nessa universidade que se concentra a maior parte do Projeto Genoma brasileiro, em função, sobretudo da sua grande tradição nas ciências biológicas, aliada a uma crescente superioridade em ciências computacionais. Também devem ser destacadas as pesquisas nas áreas de medicina, química, física, engenharia elétrica, engenharia de alimentos, engenharia mecânica, engenharia química, engenharia agrícola, linguagem e estudos literários, na área das ciências sociais, história, geografia, artes e economia, sendo que é na Unicamp que se formaram grande parte dos técnicos que atuam junto ao governo federal.

A expansão continua até os dias de hoje. No ano de 2004, a Unicamp inaugurou mais três cursos de graduação, e continuamente amplia o número de vagas no seu concurso de seleção; concurso que agora oferece uma pontuação diferenciada para estudantes que cursaram o ensino médio nas escolas públicas. A Unicamp crê que assim minimizará as injustiças da seleção, que fatalmente premia o candidato socialmente mais favorecido, que teve mais oportunidades de estudo durante o ensino fundamental e médio.

[editar] Administração

Avenida próxima a Reitoria durante a primavera
Avenida próxima a Reitoria durante a primavera

A Administração da Unicamp é centralizada nas mãos do reitor e de um prefeito do campus. O reitor da Unicamp tem um mandato de quatro anos, e é escolhido pelo governador do estado de uma lista com três candidatos. A lista de candidatos é formada pelos três mais votados pela comunidade acadêmica (funcionários, professores e alunos), e o governador tem sempre escolhido o mais votado entre os três.

Zeferino Vaz, responsável pela instalação da universidade, foi o primeiro reitor após a inauguração da universidade, permanecendo no cargo por doze anos.

[editar] Reitores

Da criação em decreto em dezembro de 1962 até outubro de 1966, ano de sua inauguração, a UEC, como era chamada a Unicamp no período, teve como reitores:[12]

A partir de outubro de 1966, com a inauguração da universidade, foram reitores:

Observações: Carlos Henrique Brito Cruz deixou o cargo precocemente em 2005 para se tornar diretor científico de pesquisa da FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, antecipando as eleições de seu sucessor.

No período de setembro de 1965 a outubro de 1966, o cargo de reitor foi ocupado pelo presidente da Comissão Organizadora da nova Universidade, Zeferino Vaz. Após a abertura de novos cursos que se somariam ao já existente curso de medicina e a inauguração do atual campus.

[editar] Movimento estudantil

A atuação do movimento estudantil da Unicamp bem como dos funcionários esteve presente mais intensamente a partir de 1978, na gestão do reitor Plínio Moraes. No final da década de 80, durante a gestão do Paulo Renato, atinge grande grau de mobilização, com os estudantes realizandos diversas ocupações e exigindo condições de assistência estudantil para alunos sem condições financeiras. Segundo o movimento, o principal resultado destas mobilizações teria sido a construção da Moradia Estudantil da Unicamp[13].

Em 2006, a gestão do reitor José Tadeu Jorge enfrenta críticas por parte de segmentos expressivos dos movimentos estudantis e dos funcionários que criticam as parcerias com empresas privadas feitas pela universidade. Segundo esses grupos, essas parcerias gradualmente afastariam a Unicamp de suas funções como universidade pública. A reitoria afirma que essas parcerias seriam necessarias para aumentar os investimentos e aproximar a universidade da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do País[14].

No primeiro semestre de 2007 há uma ocupação da Reitoria da Unicamp reinvindicando melhores condições na moradia estudantil e protestando contra decretos do governador José Serra na área do ensino superior de São Paulo[15].

[editar] Orgãos, núcleos, grupos e entidades associadas

O Conselho Universitário (CONSU) é o orgão máximo de administração da universidade. Ele é composto pelo reitor e por representantes das faculdades. Como órgão administrativo há ainda a prefeitura do campus e as pró-reitorias, que envolvem a graduação, pós-graduação, desenvolvimento universitário, assuntos comunitários e pesquisa e extensão.

A Unicamp possui uma variedade de núcleos complementares às suas unidades, que desempenham as mais diversas atuações. O Lume é um núcleo de pesquisas em teatro, sediado a alguns quilômetros do câmpus. O NIED (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) atua desenvolvendo e promovendo ferramentas para o ensino com auxílio de computador. Dentre os núcleos pode ser citado ainda o NIB (Núcleo de Informática Biomédica), o NEE (Núcleo de Estudos Estratégicos), o NEPO (Núcleo de Estudos de População), que promove a importância dos estudos sobre a demografia a âmbito municipal, estadual e federal e o PAGU (Núcleo de Estudos do Gênero), dedicado a pesquisas sobre a feminilidade.

Com forte tradição na área de tecnologia e preocupada com a integração social dessa tecnologia, a Unicamp sedia ainda o GPSL, Grupo Pró-Software Livre [16], que tem por objetivo difundir o uso e a filosofia do software livre. Esse grupo faz parte do SUBA, Sociedade e Universidade em Busca de Alternativas, um grupo criado para promover a integração entre a universidade e a comunidade, desfazendo a tradicional estrutura da universidade fechada em si mesma, que predomina no Brasil.

Já o Labex, Laboratório de Bioquímica do Exercício, destaca-se na pesquisa em bioquímica e fisiologia, especialmente com relação a praticantes do atletismo. Nesse particular, a Unicamp fornece estrutura para o treinamento da equipe de atletismo da Funilense, considerada a melhor equipe de atletismo de longa distância no Brasil.

Os estudantes são representados pelos centros acadêmicos (CA) de cada faculdade. Existe também o Diretório Central Estudantil (DCE), que é uma entidade desvinculada da administração da Unicamp.

Além disso, a UNICAMP possui dezoito empresas juniores reunidas no Núcleo das Empresas Juniores da Unicamp. O Núcleo atua prestando consultoria em diversas áreas de atuação, principalmente para pequenos e médios empresários, aumentando o retorno que a Universidade dá à sociedade [17].

Finalmente, a comunidade de empreendedores (alunos, ex-alunos e professores) é representada pelo Unicamp Ventures, uma iniciativa da Agência de Inovação da Unicamp.

[editar] Hospital

Ver artigo principal: Hospital de Clínicas da Unicamp

Contando com atendimento gratuito pelo SUS, atualmente, o Hospital de Clínicas da Unicamp (HC) possui 375 leitos, trinta vagas na UTI, 38 enfermarias, dezessete departamentos médicos, 22 unidades de procedimentos especializados, quinze centros cirúrgicos gerais, oito centros cirúrgicos ambulatoriais, oito centros de serviços laboratoriais e cinco serviços de diagnóstico. O hospital possui capacidade de realizar cerca de mil atendimentos ambulatoriais e de emergência e quarenta cirurgias diárias.

[editar] Jornal

Ver artigo principal: Jornal da Unicamp

A Unicamp possui um jornal de grande circulação que é produzido pela assessoria de imprensa da universidade.

Além da distribuição universitária, esse jornal científico também é entregue a vários órgãos públicos da Região Metropolitana de Campinas e para toda a imprensa regional, informando a comunidade sobre as principais pesquisas que atualmente estão sendo desenvolvidas pelos pesquisadores da Unicamp.

[editar] Vestibular

Ver artigo principal: COMVEST

As provas do vestibular são elaboradas e aplicadas pela Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), que é o orgão responsável pelo ingresso de novos alunos. Essa comissão elabora as provas de modo a selecionar alunos que tenham o perfil desejado pela universidade.

A prova do vestibular da Unicamp é considerada uma das mais bem elaboradas do país, sendo realizada em duas fases, e é apontada como possuidora de perfil notadamente diverso do da Fuvest. Na primeira fase o candidato deve escrever uma redação e responder a doze questões dissertativas de conhecimentos gerais. A segunda fase é realizada em quatro dias, sendo aplicadas doze questões dissertativas de cada uma das disciplinas básicas do ensino médio: biologia, física, geografia, história, língua estrangeira (inglês), literatura e língua Portuguesa, matemática e química.

[editar] Unicamp de Portas Abertas

Unicamp de Portas Abertas (UPA) é um evento que acontece anualmente na universidade. Durante dois dias, a Unicamp abre suas unidades para visitação de estudantes de ensino médio e fundamental de todo o país.

O evento cria a oportunidade a muitos vestibulandos conhecerem o instituto onde pretendem estudar, e conversar com universitários, e professores da área de interesse.

No ano de estréia, em 2003, o evento recebeu 32 mil visitantes. Em 2004, o evento recebeu quarenta mil alunos [18] de 473 escolas públicas e privadas de seis estados diferentes. Em 2005, 745 escolas, e cerca de 48 mil alunos participaram do evento [19], e em 2006 quase sessenta mil alunos de mais de oitocentas escolas participaram das festividades.

[editar] O novo campus de Limeira

A Unicamp apresentou publicamente, após aprovação pelo Conselho Universitário (Consu), órgão deliberativo máximo da Universidade, a proposta de implantação de um novo campus em Limeira, cidade onde já mantém o Centro Superior de Educação Tecnológica (CESET) e o Colégio Técnico de Limeira (COTIL).

Da lista de cursos que serão analisados pelas instâncias acadêmicas da Unicamp e aprovados pelo Consu (veja abaixo), alguns são inéditos no Brasil, como Engenharia de Manufatura, Desenho Industrial e Restauro e Conservação. A expectativa é que mil novas vagas sejam oferecidas até 2010.

De acordo com o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, os recursos necessários para a construção do campus e a contratação de professores e servidores – cerca de vinte milhões de reais no primeiro ano – já foram assegurados pelo governo do Estado, embora ainda precisem constar do orçamento estadual. Esse valor equivale a 0,05% da arrecadação estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Conforme o reitor da Unicamp, a proposta de criação do campus de Limeira é inovadora, a começar pela definição dos cursos. Eles foram separados em cinco áreas: engenharias, administração-gestão, ciências, arte, cultura e patrimônio, e saúde. "Os cursos propostos foram pensados de forma a atender um eixo orientador que pretende valorizar a gestão, o meio ambiente e a qualidade de vida", afirmou o pró-reitor de Graduação, Edgar Salvadori de Decca. Segundo ele, o projeto pedagógico dará ênfase à questão da interdisciplinaridade. Além disso, as atividades de ensino, pesquisa e extensão serão colocadas a serviço da cultura e da integração social da região.

Em cada área, prosseguiu o pró-reitor, os cursos sugeridos terão um ciclo básico de pelo menos dois anos. Isso permitirá ao aluno amadurecer a sua opção por uma determinada carreira. "Nosso objetivo é estimular o estudante a trabalhar sua autonomia em relação à construção do conhecimento". Segundo o reitor, a análise e a escolha dos cursos a serem implantados começarão de imediato. "É possível que uns tenham um trâmite mais breve, enquanto outros necessitem de uma avaliação mais demorada. O certo é que os cursos só serão criados a partir do momento em que estivermos convencidos da sua qualidade", assegurou.

Tadeu Jorge previu que as obras do novo campus de Limeira terão início ainda no primeiro semestre de 2006, caso os recursos sejam de fato consignados no orçamento do Estado, como ficou acordado com o Executivo e o Legislativo. "Ao final de 2006, nós já teremos condições de oferecer entre seiscentas e setecentas vagas no Vestibular. Ou seja, no início de 2007 nós já estaremos recebendo os primeiros estudantes. Até 2010 atingiremos as mil vagas previstas, com cerca de doze cursos em funcionamento, o equivalerá a um terço das vagas oferecidas atualmente"[20].

Ainda conforme o reitor, metade das vagas será destinada ao período noturno. "Isso é importante, pois é mais um fator de inclusão de jovens no ensino superior público". Com a construção do novo campus, a Unicamp abrirá concurso público para a contratação de 150 professores e oitenta servidores técnico-administrativos.

Os cursos propostos pelo Grupo de Trabalho:

  • Área das Engenharias: Engenharia de Produção; Engenharia de Manufatura; Desenho Industrial
  • Área de Administração: Administração em Políticas Públicas; Administração em Planejamento Empresarial; Administração em Comércio Internacional; Administração do Agro-negócio
  • Área de Ciências: Licenciatura em Ciências Exatas e da Natureza; Ciências Ambientais; Informática e Biomédica
  • Área de Arte, Cultura e Patrimônio: Restauro e Conservação; Licenciatura em Artes – Habilitação em Dança; Administração da Cultura
  • Área da Saúde: Ciências do Esporte; Fisioterapia; Nutrição; Terapia Ocupacional; Psicologia

[editar] Graduação

A Unicamp oferece atualmente 58 cursos de graduação ministrados em período integral, matutino, vespertino e noturno.

Ciências biológicas e saúde



Ciências exatas



Humanidades



[editar] Faculdades e institutos

[editar] Corpo docente e discente de renome

[editar] Coral

O Coral Unicamp Zíper na Boca é um coral [21] vinculado ao Núcleo de Integração de Difusão Cultural da UNICAMP [22], formado por alunos e funcionários da universidade, além de pessoas da comunidade, sendo atualmente um dos grupos mais tradicionais da Unicamp.

Com uma extensa agenda de concertos, apresenta-se freqüentemente em eventos internos da Universidade, além de representar a UNICAMP em importantes festivais. Desde sua fundação, tem como Diretora Artística e Regente a maestrina Vivian Nogueira.

Iniciou suas atividades em 1985, com a proposta de reiniciar as atividades do então extinto Coral Unicamp. A primeira apresentação ocorreu em 27 de novembro de 1985, no Auditório do Instituto de Artes da Unicamp.

Somente em 1986 o coral passou a ser chamado "Zíper na Boca". Com a associação com o NIDIC em outubro de 1990, adquiriu a nomenclatura atual.

Alguns pontos importantes da trajetória do grupo são:

  • 2005 - aos 20 anos de existência, o coral concebeu e apresentou uma montagem do musical infantil Os Saltimbancos, que foi acolhido com grande entusiasmo pelo público.
  • 2000 - aos 15 anos de atividade, realiza a gravação de seu primeiro CD, cujo lançamento ocorreu em setembro de 2001.
  • 1997 - estréia internacional, representando o Brasil no XXVI Festival Internacional de Coros de Galvez, na Argentina.
  • 1996 - classificação na fase final do Mapa Cultural Paulista (3º lugar)

[editar] Ver também

[editar] Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 Portal Unicamp A Unicamp em Números, Acessado em 29 de Julho, 2008
  2. http://www.renex.org.br/proreitores.php
  3. 3,0 3,1 Comvest - Comissão Permanente para os Vestibulares Sobre Cidade Universitária, visitado em 6 de abril, 2007
  4. Revista Pesquisa - Fapesp "Unicamp tem o maior número de patentes", visitado em 3 de abril, 2007
  5. Site da Unicamp - Patentes "Unicamp tem o maior número de patentes", visitado em 3 de abril, 2007
  6. Portal Unicamp Áreas de Conhecimento, visitado em 6 de abril, 2007
  7. Banco de dados eletrônico, Biblioteca Central Cesar Lattes
  8. Portal Unicamp Arquivos e Biblioteca, visitado em 6 de abril, 2007
  9. SAE Serviço de Apoio ao Estudante, visitado em 6 de abril, 2007
  10. página do Programa de Moradia Estudantil
  11. Portal Unicamp História do Logotipo da Unicamp, visitado em 3 de abril, 2007
  12. GOMES, Eustáquio, O Mandarim: história da infância da Unicamp. Campinas: Editora da Unicamp, 2006
  13. Programa Moradia Estudantil
  14. O papel da universidade na inovação tecnológica. A experiência da Agência de Inovação da Unicamp, Roberto Lotufo, Agosto de 2005
  15. Invasão da reitoria desafia Unicamp, Cosmo Online
  16. Grupo Pró-Software Livre wiki do grupo, visitado em 3 de abril de 2007
  17. Núcleo de Empresas Juniores da Unicamp página oficial, visitada em 3 de abril de 2007
  18. Folha Online Unicamp recebe sessenta mil visitantes - visitado em 3 de abril de 2007
  19. Unicamp de Portas Abertas O que é, visitado em 3 de abril de 2007
  20. Consu aprova e reitor anuncia novo campus em Limeira no Portal Unicamp. Acessado em 13 de agosto de 2007
  21. http://www.unicamp.br/nidic/ziper.htm Site do NIDIC com mais informações sobre o Coral e formas de contato.
  22. http://www.unicamp.br/nidic NIDIC
Jornal da Unicamp [1]
Revista Pesquisa Fapesp No. 59, Novembro de 2000, pp. 53 - [2]
Sistemas de Bibliotecas das Universidades Estaduais Paulistas [3]

[editar] Ligações externas

Commons
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