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Plano espiritualPlano espiritual é o nome dado pelos estudiosos e seguidores da doutrina espírita para a realidade extra-física onde os espíritos se encontram. [editar] OrganizaçãoSegundo a doutrina espírita, o espírito, após a morte do corpo, dispõe de percepções mais abrangentes do que quando está ligado à matéria. Além disso, percebe a passagem do tempo de forma diversa. A forma de retratar o plano espiritual, entre os espíritas, foi fortemente influenciada pelos romances mediúnicos que se disseminaram no Brasil a partir dos anos 50. A obra Nosso Lar, psicografada por Chico Xavier, e atribuída ao espírito André Luiz, foi uma das pioneiras nesse campo. Ela descreve o além-túmulo com várias cidades e aglomerações urbanas, nas quais reúnem-se os espíritos de acordo com sua evolução moral. A vida se separa por faixas, de acordo com a "freqüência vibracional" da matéria lá existente e que está além da realidade física. Quanto mais "elevada" a freqüência da vibração, mais sutil será a faixa e mais evoluídos serão os espíritos que nela se encontram, ao passo que, quanto mais "baixa" ela for, mais baixa será a faixa e mais atrasados serão os seus habitantes. Do mesmo modo, dependerá da freqüência vibracional a maior ou a menor sutileza das construções existentes no plano espiritual. [editar] O Entre-vidas na CodificaçãoEm O Livro dos Espíritos, no Capítulo VI, Da Vida Espírita, os Espíritos sem um corpo material são chamados de errantes. E, na resposta à Questão 224 "a" do Livro, o vocábulo erraticidade, usado por Kardec para se referir ao intervalo entre duas existências corpóreas, aparece pela primeira vez:
Desse ponto em diante da Codificação, toda referência ao estado do Espírito entre duas vidas é chamado de erraticidade. Esse termo, no entanto, é muito pouco utilizado no movimento espírita hoje em dia, que utiliza com muito mais freqüência as expressões plano espiritual e mundo espiritual. [editar] Erraticidade versus Plano EspiritualHá adeptos da doutrina espírita que dizem que a codificação nada fala acerca de um plano espiritual, limitando-se a chamar de erraticidade o espaço ocupado pelos espíritos desencarnados, como vimos mais acima. Por um lado, de fato, as obras fundamentais do espiritismo não abordam de forma mais detida essa questão, chegando Kardec inclusive a classificar uma descrição, feita por uma santa católica, de algo bastante assemelhado ao umbral da tradição espirita brasileira, como um simples pesadelo.[1] Por outro, trechos como o cap. VIII, Segunda Parte, de O Livro dos Médiuns, intitulado Laboratório do Mundo Invisível, e o cap. XIV, item 3, de A Gênese, são apontados por estudiosos espíritas como indícios de que o codificador entrevia detalhes muito mais complexos do que a erraticidade genericamente entendida, no que diz respeito à localização dos espíritos após a morte. Lê-se, por exemplo, no mencionado trecho de A Gênese: No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível. Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes. Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam. [editar] Possíveis Pontos de Encontro com a CiênciaA existência de uma realidade não percebida pelos nossos sentidos vem sendo investigada pela ciência nos estudos sobre a chamada matéria escura. É interessante notar que, a se manter a validade do modelo vigente de teoria gravitacional, a matéria escura teria que ocupar a quase totalidade do Universo. Além disso, a física quântica mostrou que aquilo que nossos sentidos percebem como matéria compacta tem muito mais espaço vazio do que ocupado. Segundo o relato das entidades espirituais, tanto o plano espirtual é muito mais amplo que o material como os dois se interpenetram, o que, de certa forma, se relaciona com os dois pontos acima comentados. [editar] Visão Semelhante à descrita por André LuizUma visão parecida com a descrita por André Luiz (espírito) é a que Algar, o espírito guia do médium holandês Josef Rulof, mostrou a ele, visão esta que é descrita em sua obra cujo título em inglês é "A View into the Hereafter" (Examinando o Após-vida), em três volumes. [2] [editar] Diferentes DescriçõesAlguns críticos do Espiritismo negam a realidade do Plano espirtual afirmando que os alegados médiuns dão, cada um, uma descrição diferente da mesma, o que é um indício, segundo eles, de que o que esses ditos médiuns relatam nada mais é que fruto de sua imaginação. No artigo Percepções da Realidadeprocura-se explicar o porquê de ser absolutamente natural que os relatos de diversos médiuns sobre o Plano espiritual sejam diferentes entre si, o que seria uma prova de que isso em nada serve para negar a sinceridade de tais relatos. [editar] O Plano Espiritual na ficçãoVários livros e filmes procuram retratar como seria este mundo extracorpóreo. Um dos mais significativos é "Amor Além da Vida"(What Dreams May Come, E.U.A., 1998), com Robin Williams, Cuba Gooding Jr. e Annabella Sciorra. Neste filme, consonante ao que preconiza a Doutrina Espírita em diversas obras, vemos que o ambiente espiritual é essencialmente plástico, variando de acordo com o pensamento. [editar] Um Desafio SingularVictor Zammit, advogado aposentado de Nova Gales do Sul (Austrália) e da Suprema Corte da Austrália, criou um desafio de um milhão de dólares para qualquer cético que conseguir provar a falsidade das evidências sobre o "após-vida". As condições são expostas na página do desafio. Victor Zammit é autor de um livro intitulado "A Lawyer Presents the Case for the Afterlife" (Um Advogado apresenta o Caso do Após-Vida), o qual é disponibilizado em sua página na Internet. [editar] Outras DenominaçõesTanto no movimento espírita como em outras tradições espiritualistas existem outras denominações para o Plano espiritual. Dentre elas, as mais conhecidas são:
Referências[editar] BibliografiaSérie "A Vida no Mundo Espiritual" pelo espírito André Luiz:
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