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Eleições presidenciais portuguesas de 1980As segundas eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 7 de Dezembro de 1980. O presidente em exercÃcio de funções, Ramalho Eanes, contava com o apoio da maior parte dos socialistas (apesar da objecção do seu secretário-geral, Mário Soares), bem como dos comunistas, cujo candidato desistiu da corrida na véspera das eleições em seu favor. Também o PCTP-MRPP deu o seu apoio incondicional ao General Eanes. O seu principal oponente era o General Soares Carneiro, que contava com o apoio da Aliança Democrática (formada pelo Partido Social-Democrata, Centro Democrático Social-Partido Popular e Partido Popular Monárquico, e liderada pelo então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro). Três dias antes das eleições, a 4 de Dezembro, quando se deslocava para um comÃcio no Porto, o avião no qual seguia Sá-Carneiro e o seu ministro da Defesa Amaro da Costa despenhou-se em Camarate, poucos segundos após descolar da Portela de Sacavém, tendo falecido todos os seus ocupantes. Apesar das manifestações de dor de parte significativa da Nação, a data das eleições presidenciais manteve-se inalterada; embora muitos analistas polÃticos tivessem julgado que a morte de Sá Carneiro conseguisse inverter a tendência para a vitória retumbante de Eanes e levasse, pelo menos, à realização de uma segunda volta, tal não viria a suceder, tendo o presidente em exercÃcio sido reeleito para um segundo mandato, com mais 16% dos votos que o seu principal oponente. Ao contrário das primeiras eleições presidenciais, revela-se uma cisão clara do paÃs: Eanes teve mais votos nos distritos do Sul do PaÃs, ao passo que Soares Carneiro obteve a maior parte dos seus nos distritos do Interior Norte e ainda nos de Leiria, Aveiro e Viana.
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