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Chile
O Chile (cujo nome oficial é República do Chile) é um país localizado no sudoeste da América do Sul, limitado a norte pelo Peru, a leste pela Bolívia e pela Argentina, a sul pelo Estreito de Drake e a oeste pelo Oceano Pacífico. Além do território continental e das muitas ilhas a ele próximas, em especial no sul do país, o Chile inclui também algumas ilhas oceânicas: a Ilha de Páscoa, a ilha Sala y Gómez, o Arquipélago Juan Fernández e as Ilhas Desventuradas. É ainda no Chile que se localiza a ponta sul da América do Sul: o Cabo Horn, que é simultaneamente o ponto mais próximo da Antárctida. Também no Chile está o que é considerado o lugar mais seco do planeta: o Deserto do Atacama, de 200 km de extensão, localizado em San Pedro do Atacama.
[editar] HistóriaOs primeiros europeus a chegarem na terra que é hoje o Chile foi o grupo liderado por Diego de Almagro, o Velho. A primeira cidade fundada pelos europeus nessa região povoada pelos incas foi Santiago, em 1541. A proclamação da república do Chile ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1818. Durante o período das presidências do Partido Radical (1938-1952), o Estado chileno aumentou sua participação na economia nacional. Em 1952, após três presidências radicais (Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), Juan Antonio Ríos (1942-1946) e Gabriel González Videla (1946-1952), retornou à Presidência o general Carlos Ibáñez del Campo, que havia sido ditador do Chile entre 1927 e 1931. Jorge Alessandri sucedeu Ibáñez em 1958, derrotando o socialista Salvador Allende por uma estreita margem de votos. As eleições presidenciais de 1964 levaram à presidência o fundador do Partido Democrata Cristão, Eduardo Frei Montalva, que derrotou o socialista Salvador Allende e o radical Julio Durán. Frei governou com o slogan "Revolución en Libertad", pondo em prática um programa de reformas sociais e econômicas que, entre outras medidas, contemplou reformas no sistema educacional, construção de casas populares, sindicalização dos trabalhadores rurais e reforma agrária. No entanto, a partir de 1967 Frei encontrou uma crescente oposição por parte dos setores mais à esquerda, que o acusavam de ser tímido nas reformas, bem como uma forte oposição dos setores mais conservadores, que achavam tais reformas excessivas. Em 11 de setembro de 1973, o presidente democraticamente eleito em 1970, Salvador Allende sofreu um golpe de estado e o general Augusto Pinochet assumiu o governo, instaurando a ditadura. Pinochet ficou no poder por dezessete anos, sendo sucedido pelo civil Patricio Aylwin, proeminente membro do Partido Democrata Cristão (PDC). Em 1994, foi eleito presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho do presidente Eduardo Frei Montalva e também filiado ao PDC que entregou o poder seis anos depois a Ricardo Lagos, do Partido Socialista do Chile, mesmo partido de Salvador Allende. Nas eleições de 2005, os chilenos escolheram como Presidente Michelle Bachelet, primeira mulher no cargo e filha de um dos torturados e mortos pelo regime de Pinochet, dando continuidade desde a redemocratização do país no governo de centro-esquerda. Seu mandato será mais curto que o de seus antecessores, devido a reformas na Constituição local. [editar] PolíticaO Chile é uma República Democrática (constituição aprovada por plebiscito em 1980). O Presidente é o chefe do poder executivo e é eleito por um período de 4 anos ou mais, sem reeleição. No momento, pela primeira vez, é uma mulher que está na presidência, Michelle Bachelet. O Parlamento é composto pelo Senado e pela Câmara de Deputados:
Partidos Políticos: Democracia Cristã, Partido pela Democracia, Partido Socialista, Renovação Nacional,União Democrática Independente,Partido Radical Social-Democrático, União do Centro,Partido Comunista, Aliança Humanista-Verde [editar] SubdivisõesO Chile está dividido em 15 regiões, 51 províncias e 346 comunas. Abaixo segue a relação das 15 regiões (do norte para o sul):
[editar] GeografiaO clima do Chile varia dramaticamente entre o subtropical no norte, passando pelo mais árido deserto do planeta, o deserto de Atacama, por um vale fértil no centro até um sul frio e úmido, coberto por florestas. As características mediterrânicas do vale central tornam-no ideal para o cultivo de frutos de mesa, uma das maiores exportações do Chile, e para a produção de vinho, também uma exportação importante. [editar] EconomiaConsiderada a economia mais próspera da América Latina, o crescimento econômico do país superou os 6% nos anos de 2004 e 2005. Junto ao crescimento ocorre uma maior diversificação econômica, diminuindo a importância da mineração (principalmente o cobre no produto interno bruto do país - apesar de ainda representar 35% das exportações) - e aumentando a participação dos serviços.
Santiago é o centro financeiro e político do Chile
A balança comercial chilena apresentou um superávit comercial de cerca de 9 bilhões de dólares em 2005, exportando principalmente minérios, celulose, metanol e agroindustriais - como o salmão e vinhos; importou principalmente máquinas, produtos de vestuário e derivados de petróleo. Seus principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, Mercosul, União Européia, Japão e Austrália. A diversidade no mercado exportador e a firmação de tratados comerciais, principalmente com a União Européia e países do Pacífico, têm contribuído enormemente para o progresso industrial chileno. Em 2005, a taxa de desemprego no país era de 8,1%, ao passo que a inflação apresenta níveis baixos - 3,6%. No entanto, a Região Metropolitana do Chile (onde se localiza a capital, Santiago) representa 40% de participação no PIB do país e 35% da população (cerca de 6.000.000 pessoas). [editar] Demografia[editar] Raças e etnias
Um nativo Mapuche.
A população chilena é majoritariamente branca e mestiça, de origem espanhola e indígena, embora a ancestralidade espanhola (branca), predomine na maioria da população[carece de fontes]. Existe ainda grande número de descendentes de alemães, italianos, croatas, árabes, e minorias de grupos de ameríndios, ingleses e franceses, entre outros. [editar] ReligiãoO país possui uma maioria católica de 62,8% [1], seguido de protestantes 24,9% e sem filiação e ateísmo é de 5,8%. Outras 4,3%. [editar] Cultura[editar] Ver também
[editar] Ligações externasReferências
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