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Agência Nacional de TelecomunicaçõesA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é uma autarquia brasileira, administrativamente independente, financeiramente autônoma, não subordinada hierarquicamente a nenhum órgão de governo brasileiro.
[editar] CaracterísticasPor ser uma autarquia, é uma entidade auxiliar da administração pública descentralizada, tutelada pelo esta, e fiscalizada pela população. [editar] PatrimônioO patrimônio da Anatel pertencente a o povo brasileiro, é formado por recursos próprios. Suas decisões só podem ser contestadas judicialmente. [editar] Sistema de gerenciamentoSeus dirigentes têm mandato fixo e estabilidade empregatícia. Acompanham e fiscalizam todas as iniciativas da Agência. A Anatel tem um conselho consultivo, formado por representantes do executivo, do Congresso, das entidades prestadoras de serviço, dos usuários e da sociedade em geral, que tem poder de fiscalização sobre a entidade. [editar] Confecção de normasTodas as normas elaboradas pela Anatel são antes submetidas à consulta pública, seus atos são acompanhados por exposição formal de motivos que os justifiquem e cabendo, ainda, a um ouvidor, a apresentação periódica de avaliações críticas sobre os trabalhos da Agência. [editar] Conselho diretorAs sessões do Conselho Diretor são públicas e podem ser gravadas, salvo os casos em que a publicidade ampla coloque em risco segredo protegido ou a intimidade de alguém. Todas as atas de reuniões e os documentos relativos à atuação da Anatel encontram-se disponíveis ao público na Biblioteca da Agência. [editar] Outorga e regulamentaçãoDo Ministério das Comunicações, a Anatel herdou os poderes de outorga, regulamentação e fiscalização e um grande acervo técnico e patrimonial. O Ministério das Comunicações mantém o poder de outorga de serviços de radiodifusão e TV. A Anatel tem o poder de outorga dos outros serviços, com exceção destes mencionados, entretanto tem o poder de fiscalizar todos os serviços. A sede da Anatel é um conjunto com duas torres, no Setor de Autarquias Sul, em Brasília, que foi adquirida da Telebrás. [editar] Autonomia financeiraA autonomia financeira da agência está assegurada, principalmente, pelos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), o qual é de sua exclusiva gestão. A Anatel, em sua proposta orçamentária anual e no plano plurianual, deve destinar recursos ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, após sua instituição por lei, bem como os valores a serem transferidos ao Tesouro Nacional Brasileiro. [editar] Quadro de servidores da AnatelO quadro de pessoal é constituído, em parte, por servidores cedidos ou redistribuídos do Ministério das Comunicações, de outros órgãos de governo além de empresas públicas, além do pessoal contratado por tempo determinado e do quadro terceirizado para atividades de consultoria e de apoio técnico e administrativo. A partir do ano de 2005, com a realização do Primeiro Concurso Público da Anatel, a Agência começou a contar com seu quadro próprio de servidores, constituído de 720 cargos da carreira de Especialista em Regulação, 250 cargos da carreira de Analista Administrativo, 405 cargos da carreira de Técnico em Regulação e 235 cargos da carreira de Técnico Administrativo. A Lei que rege estes servidores é a Lei 8.112/1990, e a lei que criou o quadro efetivo é a 10.871/2004. [editar] AtribuiçõesSão atribuições da Anatel:
[editar] Áreas de Atuação
[editar] CríticasUm relatório produzido pela própria ouvidoria da Anatel, diz que "a Anatel entrou em uma crise existencial" (diz o ouvidor Santos), pois ela falha em defender os usuários, como por exemplo, a falta de concorrência e competitividade, sendo que o usuário não tem uma opção de escolha de operadora na assinatura da telefonia fixa, também a falta de planos para a telefônia rural, o alto preço da internet banda larga (o que dificulta o acesso do brasileiro a internet) e os altos reajustes na assinatura básica. O relatório também comenta o fracasso do Aice (telefone fixo pré-pago e com assinatura básica mais baixa), por causa das operadoras, temendo uma alta migração, estabeleu com o concensso da Anatel, tarifas caras e inibidoras para o plano, o que gerou várias barreiras para o seu funcionamento. O relatório, também, sugere a criação de uma empresa nacional de telecomunicações, e a "reestruturação" da Anatel. O relatório foi entregue ao presidente do Brasil dia 11 de janeiro de 2008. [1] [editar] Ligações externas
[editar] Referências[editar] Ver também |